Filhos de A a Z

SAÚDE NA GRAVIDEZ

Alimentos a evitar durante a gravidez

Embora a maioria dos alimentos que a grávida ingere durante a gravidez sejam benéficos para a saúde do bebé, alguns podem também apresentar alguns riscos para a sua saúde. Não devemos esquecer que a segurança alimentar é particularmente importante durante a gravidez porque tanto a mãe como o bebé são mais vulneráveis às doenças. Seja vigilante e atenta com o que come e aprenda a escolher, consultando a lista abaixo indicada.

Produtos lácteos não pasteurizados (em particular os queijos macios, moles e com bolor).

Ovos crus ou mal cozinhados - porque podem ser portadores de salmonelas.

Maioneses caseiras (prefira as de compra, confeccionadas com ovos pasteurizados).

Carnes mal passadas e patês.

Vísceras de animais.

Alimentos pré-confeccionados (excepto se forem bem aquecidos).

Vegetais e fruta que não tenha a certeza de terem sido bem lavados e saladas pré-lavadas, porque podem conter o parasita da toxoplasmose.

Peixes como o cação, arenque e peixe-espada que vivem nas zonas mais profundas dos mares e por isso têm maior tempo de exposição ao metil-mercúrio, que é nocivo para o feto.

Moluscos de concha crus.

Amendoins, no caso de haver alergias na família.

Café e chá preto devem ser ingeridos com moderação durante a gravidez.

Álcool - embora não existam provas de que a ingestão de pequenas quantidades de álcool seja prejudicial ao bebé, estudos recentes demonstraram que o seu consumo frequente, e em quantidade superior a duas bebidas por dia, é nocivo para o desenvolvimento da criança.

Fonte: Bebé Culinária - Abril 2009

Cinto de segurança é imprescindível

As grávidas devem usar sempre cinto de segurança quando viajam de carro. O conselho surge após terem sido reveladas as conclusões de um estudo da Universidade do Michigan, nos EUA. Os investigadores afirmam que morrem, em média, cerca de 369 fetos por ano, na sequência de acidentes de automóvel em que a mãe não usava cinto de segurança. Destes, 200 bebés poderiam salvar-se se as mães tivessem cinto. Ao contrário do que muitas mães pensam, o facto de o cinto passar mesmo por cima da barriga não representa um perigo acrescido para o bebé em caso de acidente. "O osso pélvico irá servir de travão ao cinto de segurança. Se a mãe não usar nada, será projectada contra o volante, o que afectará precisamente o sítio mais perigoso para o bebé", alertou Mark Pearlman, chefe da equipa.

Fonte: Gravidez & Parto - 2009

Cuidado com os patés e queijo fresco

Durante a gestação, a ingestão destes alimentos não é recomendável, pois representam um risco de contrair listeriose, uma doença que pode provocar aborto, nos primeiros meses, ou defeitos congénitos no feto, nos seguintes.

Fonte: Crescer - Outubro/Novembro 2009

Cuidados ao viajar

A futura mamã pode viajar praticamente até ao final da gravidez. Mas há que manter alguns cuidados especiais.

Se não houver complicações, pode-se viajar sem nenhum problema em qualquer um dos meios de transporte habituais durante praticamente toda a gravidez, sempre e quando se tomem certas precauções: vestir roupa confortável, tentar passar o mínimo tempo possível sentada, aproveitando qualquer oportunidade para se movimentar e assim activar a circulação sanguínea (passeios no corredor, exercícios no próprio assento...), beber bastante água para evitar a desidratação (também no Inverno, já que os aquecimentos podem carregar excessivamente o ambiente) e, dentro na medida do possível, seleccionar os lugares que permitam um maior descanso e liberdade de movimentos.

É conveniente que a futura mamã não viaje sozinha a partir da 30ª semana de gravidez, que leve sempre à mão (mesmo que a viagem seja curta) toda a informação referente à gravidez e que se informe dos serviços médicos aos quais pode aceder no destino, assim como dos hospitais mais próximos do caminho/itinerário por onde decorre o trajecto.

De carro 

Precauções

Ainda que seja o meio de transporte mais utilizado, não significa que seja o mais cómodo, fundamentalmente por duas razões: a escassa mobilidade e o risco de acidente, que é maior que nos restantes meios. O airbag é seguro, desde que fique a uma distância de 25 centímetros do corpo e que não se dirija directamente ao abdómen mas sim ao tórax e à cabeça.

Para viajar mais cómoda

É importante parar no mínimo a cada duas horas durante algum tempo, para esticar as pernas. Se a grávida conduzir, deve afastar o máximo possível o volante do abdómen e parar com mais frequência, pelo menos a cada hora e meia.

O cinto de segurança é obrigatório, mas ajusta-se de forma diferente. Os cintos colocam-se enquadrando a barriga: o superior no meio do peito e o inferior por baixo da barriga e por cima das coxas. Desta forma, em caso de acidente, o dispositivo não comprime o abdómen.

De comboio

Precauções

É um dos meios de transporte mais cómodos já que permite colocar-se de pé e passear e, além disso, dispõe de casas de banho e serviço de cafetaria aos quais se pode aceder com facilidade. A CP não coloca quaisquer entraves à circulação de grávidas, mas existem outras companhias que só permitem que a grávida viaje nos últimos meses mediante a apresentação de uma declaração médica.

Para viajar mais cómoda

Deve tentar não permanecer sentada durante muito tempo. Para evitar o cansaço causado pelos trajectos longos, nos comboios de longo curso convém viajar nas carruagens-cama ou num comboio hotel (ex: no Lusitânia Comboio Hotel que se desloca até Madrid). 

De autocarro

Precauções

Costuma ser o meio de transporte mais incómodo, porque a mobilidade está muito limitada. Além disso, a maioria dos autocarros não dispõem de casa de banho e, salvo alguma emergência, as paragens estão predefinidas.

Para viajar mais cómoda

Nos trajectos longos é importante informar sobre a gravidez, tanto a empresa como o condutor. Algumas empresas de autocarros tem áreas VIP, mais amplas e cómodas do que as convencionais. Durante as paragens convém passear para activar a circulação.

De barco

Precauções

Não costuma apresentar outros problemas para além da possibilidade de enjoo, sensação que pode ser agravada pelo facto de ser um mal-estar próprio de uma gravidez (sobretudo nas primeiras semanas). Nos cruzeiros, cada empresa tem as suas próprias políticas no que respeita a grávidas: algumas (sobretudo as que realizam passeios para alto mar), proibem viajar a partir das 24 semanas de gestação (6 meses) e exigem a apresentação de um certificado médico.

Para viajar mais cómoda

Caso exista algum médico a bordo, antes de iniciar a viagem convém contactá-lo e apresentar a sua história clínica. Dessa forma, caso ocorra algum imprevisto, ele estará alerta. Nos cruzeiros é preciso ter cuidado para não se exceder com o programa de actividades e evitar as excursões que suponham afastar-se para muito longe do porto ou que se possam tornar perigosas.

De avião

Precauções

Estar imobillizada durante horas num assento pode originar a formação de trombos nas veias profundas das pernas. Estas podem prevenir-se realizando movimentos de flexão e extensão dos tornozelos para activar a circulação do sangue.

As companhias aéreas costumam pedir um certificado médico às grávidas e algumas não as admitem a partir da 32ª semana de gestação pelo risco de se realizar o parto prematuro em pleno voo.

Para viajar mais cómoda

O melhor é tentar viajar nos assentos situados junto aos corredores da parte da frente do avião pois é a zona mais estável e é mais fácil pôr-se de pé. O cinto deve colocar-se por baixo do abdómen, sem apertar muito. Convém dar passeios curtos e beber muitos líquidos para combater a secura do ar dentro do avião.

No primeiro trimestre de gravidez podem-se realizar viagens que não impliquem uma actividade física excessiva para assim prevenir a fadiga no período de risco de consolidação do feto.

No segundo trimestre É o período ideal da gravidez para viajar. A mulher sente-se melhor fisicamente, a mobilidade é boa e não há risco de parto prematuro.

No terceiro trimestre A partir do oitavo mês de gestação deveriam evitar-se os trajectos longos e aqueles nos quais não se possa assegurar uma correcta assistência sanitária. 

Fonte: Bebé d’hoje – Dezembro 2008

Doenças que contribuem para uma gravidez de risco

Hipertensão arterial

O tratamento da hipertensão arterial não deve ser descuidado durante a gravidez. O médico deverá prescrever uma medicação adequada que não prejudique o feto.

Diabetes

Antes do aparecimento da insulina, eram raras as mulheres diabéticas que conseguiam levar a gravidez a bom termo. As anomalias do feto continuam a ser duas ou quatro vezes mais comuns nas grávidas diabéticas, provocadas por níveis anormais de glicose no organismo. Estas mulheres devem ser vigiadas fortemente e manter uma dieta equilibrada e saudável.

Doenças cardíacas

Graças a significativas melhorias introduzidas a nível de diagnóstico e tratamento das doenças de foro cardíaco, estas mulheres tendem a ter, cada vez mais, um parto seguro, dando à luz bebés  perfeitamente saudáveis. No entanto, o acompanhamento do cardiologista em multidisciplinariedade com o ginecologista é fundamental.

Asma

É o problema pulmonar mais comum durante a gravidez que, em situações exremas, pode originar um parto prematuro. Por conseguinte, deve ser tratada logo de início, no primeiro trimestre de gravidez. A maioria dos medicamentos para a asma não apresenta qualquer risco para o feto, pelo que a mulher não tem de interromper a medicação durante a gravidez. No entanto, tal situação deve ser sempre seguida pelo seu médico.

Toxicodependência

A cocaína provoca graves problemas ao feto de uma mulher consumidora e grávida. Esta droga específica estimula o sistema nervoso central e faz com que haja uma redução do fluxo sanguíneo, pelo que o feto, por vezes, não recebe oxigénio suficiente, causando o desenvolvimeno anormal dos respectivos órgãos. Os bebés de mulheres dependentes em cocaína apresentam problemas a nível de comportamento e do sistema nervoso, como por exemplo, os tremores, as dificuldades de aprendizagem e a hiperactividade.

Fonte: Mãe Ideal - Abril 2009

Doze sentidos e não apenas cinco?

David B. Chamberlain (Catedrático de Psicologia) defende que o ser humano possui, pelo menos, 12 sentidos - os cinco tradicionais, acrescidos de outros sete - e que todos entram em actividade dentro do útero materno.

Tacto - É o primeiro a desenvolver-se e inclui não só a recepção de sensações como a procura dessas mesmas sensações;

Sensibilidade à temperatura - Em especial quando o ambiente uterino é alvo de mudanças significativas;

Sensibilidade à dor - Que implica sensações de esmagamento e danos nervosos;

Audição - Tem início cerca da 8ª semana de gravidez e, a partir daí melhora gradualmente com o crescimento dos recursos do ouvido interno e externo;

Equilíbrio e orientação espacial - Tem um grande desenvolvimento intra-uterino da 7ª à 12ª semana;

Olfacto - Está à disposição do feto, em estreita associação com o paladar e através de sensores químicos;

Paladar - Tal como o olfacto, é potenciado pela passagem do líquido amniótico, rico em nutrientes e odores, pelas áreas nasal e bucal do bebé;

"Mouthing" - Como a expressão em inglês indica, trata-se da capacidade de usar a boca para explorar a textura, densidade e contorno dos objectos;

Exploração física - Uma das manifestações mais frequentes deste sentido é o chuchar no dedo que pode ser visível a partir das 13 semanas de gestação. Tocar e lamber a placenta ou o gémeo que partilha o espaço uterino são outros exemplos do desenvolvimento deste sentido, motivado pelas sensações de prazer;

Visão - É um dos sentidos do feto mais paradoxais durante a gravidez. Apesar da limitação física traduzida pelas pálpebras fechadas, não é raro ver fetos a interagirem com objectos - por exemplo, as agulhas usadas nas amniocenteses - e os cientistas acreditam que, nas gestações gemelares, os irmãos usam a visão para interagirem;

Sensibilidade psíquica - Em paralelo com as experiências transcendentais, é uma das duas teses menos consensuais de Chamberlain. Diz o catedrático de Psicologia que o feto demonstra sinais de estar em sintonia com ambos os pais "quer eles estejam próximos ou não um do outro" e as suas capacidades chegam ao ponto de "compreender as disposições emocionais e o carácter das pessoas que o rodeiam". Por outro lado, os fetos têm capacidade de sonhar a partir das 23 semanas, recorrendo a "condicionantes mentais e emocionais". Esta actividade envolve movimentos e expressões aparentemente coerentes com o tipo de sensações sonhadas, sejam elas agradáveis ou desagradáveis.

Experiências transcendentais - Para Chamberlain, as mais recentes pesquisas indicam que durante a vida intra-uterina são registadas sensações e eventos que podem ser recuperados da memória muitos anos após o nascimento.

Fontes: Pais & Filhos - Março 2009

Durma para o lado esquerdo

Se espera um filho deve deitar-se sobre a esquerda, para garantir que o feto recebe a quantidade máxima de sangue, fonte de nutrientes e oxigénio. Isto porque a aorta e a veia cava inferior se localizam atrás do útero e sofrem uma compressão à medida que o feto cresce. Nesta posição favorece a circulação sanguínea.

Fonte: Crescer

Está grávida? Aumente o consumo de vegetais...

A alimentação da grávida é de extrema importância para o desenvolvimento do embrião e do feto. Para tal, é preciso que a gestante aumente a ingestão de alguns nutrientes. Nos legumes e hortaliças encontramos grande parte das vitaminas, minerais, fibras e água de que a grávida necessita nesta fase da sua vida. São ainda especiais pelo facto de darem uma grande sensação de saciedade e simultaneamente terem um baixo valor calórico. Os legumes de folha verde são particularmente ricos em ácido fólico, vitamina necessária ao correcto desenvolvimento do bebé. No entanto, grávidas não imunes à toxoplasmose devem prestar especial atenção aos legumes consumidos crus, pois estes devem ser muito bem lavados antes de chegarem ao prato. Fora de casa pode ser preferível optar por legumes cozinhados em vez de saladas que podem ser mais problemáticas.

Fonte: Bebé Culinária - Abril 2009

Gestação pode causar incontinência

Os sintomas são recorrentes e devem desaparecer após o parto. No entanto, quando tal não  acontece, as mulheres têm vergonha de procurar ajuda.

Depois do parto, a mulher pode sofrer de incontinência urinária. Paulo Dinis, presidente da Associação Portuguesa de Neurologia e Uroginecologia (APNUG) e chefe do Serviço de Urologia do Hospital de São João, no Porto, refere que há dois motivos para tal acontecer: por um lado, "a ambiência hormonal necessária à acomodação do feto na gravidez", por outro, "o trabalho de parto induz o relaxamento das estruturas pélvicas, em geral". O especialista explica que "a passagem do feto pelo canal de parto pode induzir lesões, quer nos nervos que servem aquela área, quer nos músculos e ligamentos do pavimento pélvico".

Consoante o parto é mais ou menso traumático, estas lesões serão graves, ou não, e permanentes, ou não.

Episiotomia e obesidade são factores de risco

Há factores que facilitam o surgimento de incontinência urinária durante a gestação. Paulo Dinis enumera os seguntes:

- Obesidade: O peso deve ser controlado;

- Tipo de parto: Nas cesarianas o risco é menor;

- Ser ou não ser efectuada episiotomia: "Quando esta é realizada na linha média, conduz a um aumento do risco de lacerações perineais dos terceiro e quarto graus, que podem contribuir para a incontinência urinária e fecal", revela. Além disso, "a realização de episiotomia lateral não reduz completamente o risco de incontinência e há médicos que defendem que esta não deve de todo ser efectuada", diz o clínico.

Paulo Dinis diz que, geralmente, "a mulher recupera". Embora admita que "essa recuperação pode ser mais lenta e incompleta nas de idade mais avançada, com maior número de partos por via vaginal e com outros factores de risco, tais como a obesidade". Assim, impõe-se a necessidade de procurar tratamento na fase inicial dos sintomas. Paulo Dinis avança que é possível prevenir a incontinência, desde que a mulher "controle o seu peso, antes e durante a gravidez", e faça "exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico".

Fonte: Crescer - Junho 2009

Gestos proibidos

Enquanto espera o nascimento do seu filho não deve:

▪ Tomar bebidas alcoólicas – não coloque em risco a saúde do feto

▪ Consumir enchidos, carne mal passada e fast-food – devido à possibilidade de contrair toxoplasmose

▪ Usar cremes anticelulíticos – o seu efeito tensor facilita o aparecimento de estrias

▪ Praticar desportos de competição – implicam muitos riscos de lesões, pancadas na barriga e quedas

▪ Depilar as pernas com cera quente – a acção vasodilatadora do processo favorece derrames.

Fonte: Crescer

Gordura afecta fígado do feto

As grávidas que fazem uma alimentação rica em gordura podem afectar o desenvolvimento metabólico do feto, aumentando a probabilidade de ele vir a sofrer, na infância, de esteatose hepática. Esta doença resulta de uma acumulação execessiva de gordura (lípidos) dentro das células hepáticas. O estudo foi publicado no "Journal of Clinical Investigation".

Fonte: Crescer - Março 2009

Grávidas devem reduzir café

As mulheres grávidas não devem beber mais de dois cafés ou três copos de chá por dia, de acordo com uma agência alimentar oficial britânica. Os níveis diários de cafeína antes considerados seguros – 300 mg – foram agora reduzidos para 200 mg. 

No bloco de partos com dicionário

Quando a grávida dá entrada no hospital em trabalho de parto, começa a ouvir expressões estranhas e complicadas, que só entende com a ajuda de um dicionário. E como algumas das palavras que os profissionais de saúde podem assustar ou causar certa inquietação nas futuras mamãs, aqui explicamos, numa linguagem o mais clara e simples possível, como se desenvolve o parto, passo a passo, e o que acontece depois.

Está tudo bem?

Ao chegar ao hospital, o médico ou a parteira comprovam o apagamento do cérvix e os centímetros de dilatação. O estdao do bebé avalia-se ligando a mãe a um monitor fetal, que regista o batimento cardíaco e as contracções da grávida. Se os médicos suspeitam de que há riscos de perda de bem-estar fetal, é possível que realizem outros testes, como uma amnioscopia ou uma análise de pH metria de sangue fetal.

Apagamento do cérvix

Durante a gravidez, o colo do útero mede uns 3 a 4 centímetros de comprimento, tem uma consistência dura e está fechado. Nas 72 a 48 horas prévias ao parto, devido às contracções uterinas, adquire uma consistência mais mole e vai encurtando (apagando) até desaparecer. Posteriormente, começa a abrir-se, ou seja, dilata para deixar passar a cabeça do bebé.

Perda do bem-estar fetal

O bem-estar fetal é o termo que os médicos usam para indicar que o feto se encontra bem. Fala-se de risco de bem-estar fetal quando se suspeita que o feto não está a receber oxigénio suficiente para aguentar bem o parto. Para o confirmar, realiza-se uma análise de ph metria de sangue fetal.

Análise de ph metria de sangue fetal

O ginecologista faz uma pequena incisão (microtomia) no couro cabeludo do bebé para extrair uma mostra de sangue (com um amnioscópio). Para chegar bem até ao bebé, é necessário que a bolsa de águas esteja rota e que o colo do útero se tenha dilatado pelo menos 3 a 4 centímetros. O sangue extraído analisa-se em poucos minutos. Um ph baixo sugere que o bebé não está bem oxigenado e que talvez não esteja a tolerar o parto como deveria.

O parto não evolui

Quando o parto não avança e se suspeita de que pode haver risco de perda de bem-estar fetal, existem uma série de procedimentos para o acelerar ou finalizar, como a amniotomia (ruptura artificial das membranas), a administração de ocitocina sintética e o uso de instrumentos obstétricos.

Ruptura artificial das membranas

Se o parto não evolui, e a bolsa de águas não se rompeu, a médica pode rasgar as membranas da bolsa com a ajuda de um instrumento alargado que termina num gancho chamado lanceta. Ao romper a bolsa, libertam-se na corrente sanguínea prostaglandinas naturais, que são hormonas que desencadeiam contracções e que ajudam à progressão do parto.

Administração de ocitocina

Durante o parto, o organismo materno segrega grandes quantidades de ocitocina, a hormona que desencadeia as contracções uterinas. Em certas ocasões, os médicos administram ocitocina sintética de forma intravenosa (gota a gota) tanto para provocar contracções, se estas não existem, como para as regular.

Instrumentos obstétricos

Por vezes, quando a mãe fica sem forças para empurrar, o bebé é demasiado grande ou está mal colocado, ou ainda se existe suspeitas de perda de bem-estar fetal, é necessário tirar o bebé com a ajuda de um instrumento obstétrico. Os mais utilizados são:

Fórceps: são uma espécie de tenazes metálicas que rodeiam a cabeça do bebé para o colocar e ajudar  a descer pelo canal do parto.

Espátulas: são duas palas em forma de colher que se colocam de ambos os lados da vagina para ampliar o canal de parto e ajudar a tirar a cabeça da criança.

Ventosa: é uma campânula metálica ou de látex que se fixa na cabeça do bebé e funciona como um aspirador (com a ajuda das contracções, vai puxando o bebé para o exterior).

Depois de dar à luz

O útero reduz o seu tamanho com a ajuda das chamadas "dores tortas" e começa a expulsar os restos de sangue que ficaram no seu interior através dos lóquios. O peito prepara-se para a subida do leite e o bebé toma a sua primeira refeição com o colostro materno.

"Dores tortas"

São as contracções que o útero faz no pós-parto imediato para voltar ao tamanho habitual e fechar os vasos sanguíneos que irrigavam a placenta na gravidez. A mãe sentirá dores semelhantes às do período, mais intensas ao dar o peito devido à segregação da ocitocina, que se liberta com a sucção do bebé e que ajuda o útero a contrair-se. As dores duram uma semana; no primeiro dia são mais frequentes e depois começam a diminuirn até desaparecer. Costumam ser fortes a partir do segundo filho. Se forem muito intensas, o médico pode receitar algum analgésico compatível com a amamentação.

Lóquios

São as perdas vaginais que ocorrem depois do parto. Compõem-se de uma mistura de sangue e de restos do revestimento do útero que se formou na gravidez, assim como de secreções que se produzem ao cicatrizar a ferida que a placenta deixou depois da sua expulsão. Durante os primeiros dias, têm uma cor vermelho intenso e em certas ocasiões são acompanhados de coágulos de sangue. Depois, o fluxo adquire um tom mais escuro e, à medida que diminui a sua quantidade, torna-se amarelado ou esbranquiçado. Se tiver um cheiro muito desagradável ou continuarem abundantes passados 15 dias, é melhor ir ao médico. O mesmo se deve fazer se existirem episódios de febre pois estes podem indicar que ficaram restos das membranas placentárias no organismo da mulher, que podem produzir algum tipo de infecção.

Colostro

É um líquido seroso e amarelado, segregado pelas glândulas mamárias durante a gravidez e nos dias que se seguem ao parto. É muito rico em substâncias imunológicas, leucócitos, água, proteínas, gorduras e hidratos de carbono. Produz-se antes de aparecer o leite e é o alimento ideal para o recém-nascido.

Alta hospitalar

Quando a mãe recebe o papel com a alta, pode encontrar mais um termo estranho, que define o tipo de parto. Estes são alguns mais utilizados:

Parto eucócito: parto normal

Parto activo: desenvolvimento normal do processo de parto, com contracções uterinas, dilatação do colo do útero e descanso do feto pelo canal do parto.

Parto distócico: parto realizado com intervenções instrumentais, por causa materna ou fetal.

Parto múltiplo: parto de dois ou mais fetos.

Parto abdominal: indica que o recém-nascido nasceu através de uma intervenção cirúrgica praticada no abdómen da mãe, ou seja, por cesariana.

Parto agripino: nome dado ao parto em que a criança nasce de rabo. Existem várias posições: nádegas para baixo, pernas dobradas e pés perto da cabeça; nádegas para baixo e pernas cruzadas ao estilo índio e um ou ambos os pés para baixo, prontos para sair primeiro (posição podálica).

Parto prematuro: parto de um feto viável antes de terem passado 260 dias de gravidez.

Parto prolongado: chama-se assim ao processo que durou mais que o normal (mais de 12 horas nas multíparas e mais de 24 horas nas primíparas).

Fonte: Bebé d'hoje - Maio 2009

Nutrientes: Onde encontrar?

Vejamos quais os produtos alimentares mais ricos nos nutrientes de maior interesse durante a gravidez.

Proteínas: Queijos curados ou semi-curados e peixes em conserva

Fibras: Hortaliças

Vitamina A: Fígado e hortaliças

Vitamina B1: Frutos secos e carnes

Vitamina B2: Fígado e produtos lácteos

Vitamina B6: Sardinhas, anchovas e nozes

Vitamina B12: Fígado e sardinhas em conserva

Vitamina C: Frutas e hortaliças

Vitamina D: Sardinhas e anchovas

Vitamina E: Óleos vegetais e frutos secos

Cálcio: Produtos lácteos e frutos secos

Fósforo: Produtos lácteos e peixes em conserva

Ferro: Fígado e legumes

Zinco: Fígado e legumes

Fonte: Super Bebés - Abril 2009

O que é a toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita, o Toxoplasma Gondi, que infecta habitualmente animais como o gato ou a vaca. O toxoplasma multiplica-se no intestino dos gatos e é eliminado nas suas fezes. A transmissão ao homem faz-se através do contacto com as fezes contaminadas, ou quando se come carne mal passada, de animais infectados.

A toxoplasmose é uma doença benigna, que dá poucos ou nenhuns sintomas, podendo confundir-se com uma gripe ligeira. Há no entanto duas situações em que pode ser grave pelas consequências que acarreta, que são a infecção na grávida e em doentes com defesas diminuídas, como indivíduos com sida.

Na grávida, a toxoplasmose pode afectar o feto, provocando graves lesões no cérebro ou nos olhos e atraso mental, dependendo a gravidade da infecção do período da gravidez em que acontece.

Quer se tenha tido quer não, irá descobrir-se nas primeiras análises de sangue que se realizam a todas as grávias. Se aparecerem anticorpos é porque já a teve e, portanto, não se deve preocupar; se não aparecerem, é porque não a teve e deverá seguir as indicações do obstetra.

Para evitar a toxoplasmose, deve-se comer a carne bem passada, usar luvas para fazer jardinagem ou mudar a areia do gato, lavar as mãos cuidadosamente depois de tratar dos animais ou mexer em carne crua, e proteger os alimentos do contacto com moscas.

Parto vaginal dá bactérias boas ao bebé

O tipo de parto determina o "património" de bactérias que um bebé traz ao nascer, revela um estudo da Universidade de Porto Rico e da Universidade do Colorado (EUA). Segundo os investigadores, a passagem pelo canal vaginal fornece ao bebé bactérias boas (Lactobacillus, Prevotella, Sneathia), enquanto os bebés que nascem por cesariana têm maior prevalência de bactérias que podem causar doenças (Staphylococcus, Corynebacterium, Propionibacterium). Esta diferença, dizem os cientistas, pode explicar as conclusões de estudos anteriores, que referem um maior risco de alergias, asma ou diarreia nas crianças que nascem por parto cirúrgico.

Fonte: Pais & Filhos - Agosto 2010

Pontapés são óptimo sinal
No terceiro trimestre, quando o seu médico lhe pedir para estar atenta aos movimentos do bebé, de forma a controlar o bem-estar dele, o objectivo é que monitorize, duas vezes ao dia, dez pontapés por hora. Conte-os depois das refeições ou antes de ir dormir, pois são as alturas em que o seu filho deverá estar acordado dentro da sua barriga.
 
Fonte: Crescer - Janeiro 2010

Qual é a melhor época do ano para vir ao mundo?

Tudo parece indicar que existe uma relação entre o mês de nascimento do bebé e o risco de desenvolver certas doenças. Assim, as crianças nascidas entre Março e Setembro têm maiores probabilidades de desenvolver a febre-dos-fenos; os bebés nascidos no Inverno serão mais propensos a sofrer de asma.

Para reduzir os riscos, limpe com frequência o pó do quarto, mantenha-o sempre bem ventilado e procure eliminar as alcatifas, os cortinados, as almofadas e os grandes peluches.

E dê de mamar ao seu bebé, pois as recentes investigações demonstram que os bebés alimentados ao peito têm menos possibilidades de desenvolver alergias.

Fonte: Super Bebés - Março 2009

Quanto se deve aumentar de peso?

O valor adequado varia de grávida para grávida porque o mais correcto é ter em conta a altura e o peso antes da gravidez.

A Direcção-Geral de saúde recomenda um aumento entre os 10 e os 15 kg durante a gravidez, o que corresponde aproximadamente ao que é recomendado pelo Institute of Medicine dos E.U.A. às mulheres com um índice de massa corporal (IMC=peso/altura2) normal anterior à gravidez. Segundo esta instituição norte americana, as mulheres magras (IMC<18.5) antes da gravidez devem aumentar entre 12,5 e 18 kg, as que têm excesso de peso (IMC>30) devm aumentar entre 7 e 11,5 kg e as mulheres obesas não devem aumentar mais de 6 kg. Mas aconselhe-se com o seu médico.

Fonte: Gravidez & Parto - 2009

Que fazer perante as cãibras? 

Durante as últimas semanas de gravidez, podem produzir-se cãibras na parte posterior das coxas e na barriga das pernas, especialmente durante a noite. As causas podem ser várias: cansaço, alterações circulatórias e até carências de cálcio e de magnésio. O que fazer, então?

- Quando surge a dor, friccione e aqueça a parte afectada, para reactivar a circulação. Se a cãibra se produz na barriga da perna, apoie uma mão por baixo dos dedos do pé e faça pressão para cima.

- Se a causa for unicamente o cansaço, deverá naturalmente cansar-se menos.

- Se tem problemas circulatórios, deverá, antes de mais, tratá-los, pedindo conselho ao seu médico.

- Para aumentar a dose de cálcio na dieta, convém comer iogurtes e beber leite. Quanto ao défice de magnésio, existem no mercado comprimidos que contêm este elemento em abundância. Antes de utilizar estes produtos, deve consultar o médico.

Fonte: Super Bebés - Março 2009

Teste de sangue poderá detectar Síndrome de Down

Cientistas norte-americanos acreditam ter desenvolvido um exame pré-natal que permite detectar a síndrome de Down no bebé apenas com uma análise ao sangue. A equipa da universidade de Stanford testou o exame em 18 mulheres grávidas e conseguiu identificar nove casos de síndrome de Down e dois casos de outras anomalias congénitas.

De acordo com os investigadores, se um feto possui três cópias do cromossoma 21, em vez de duas, haverá também um aumento na quantidade de cromossomas 21 no sangue da mãe, uma vez que o ADN consegue atravessar a placenta do bebé para o corpo da mãe.

Actualmente, apenas é possível detectar a condição através da amniocentese, um teste invasivo, que consiste na introdução de uma agulha no útero da grávida para retirar líquido amniótico. Este exame pode ser perigoso para o feto, pois existe um risco de aborto de um para cem.

O novo teste evitaria este risco. No entanto, os cientistas afirmam que será necessário alargar o estudo a um maior número de mulheres, antes de colocá-lo à disposição de todas as grávidas.

Fonte: Pais & Filhos – Dezembro 2008 

Vigilância da Gravidez

As consultas, ecografias e análises que precisa mesmo de fazer

CONSULTAS

A periodicidade recomendada varia de acordo com os riscos identificados, mas na maioria das vezes, numa gravidez sem nenhum risco particular identificado, é mensal até às 32 semanas, quinzenal até às 37 semanas, semanal a partir das 38 semanas.

ECOGRAFIAS

Habitualmente são realizadas 3 ecografias.

1ª ecografia realizada entre as 11-13 semanas, serve para: Diagnosticar a gravidez; determinar o número de fetos e caracterizar uma eventual gravidez gemelar (o número de embriões, sacos e placentas); fazer rastreio de anomalias congénitas (o estudo da morfologia embriofetal e a medição da translucência nucal);

2ª ecografia realizada entre as 20-22 semanas, serve para: Rastreio de anomalias congénitas (estudo da morfologia fetal numa fase mais tardia do desenvolvimento; nesta fase é possível avaliar estruturas e órgãos que no primeiro trimestre ainda não são facilmente estudados como por exemplo, o coração); verificar que a placenta, cordão umbilical e líquido amniótico estão normais e, obviamente, avaliar o crescimento fetal.

3ª ecografia realizada entre as 28-32 semanas, serve para: Avaliação do crescimento fetal; verificar a localização da placenta, avaliar o líquido amniótico e a posição do feto bem como outros parâmetros de avaliação placentar.

ANÁLISES

De um modo geral, salvaguardando situações individuais, as análises habitualmente realizadas são:

1º trimestre: Repetição das realizadas na rotina preconcepcional.

2º trimestre (entre as 24 e as 28 semanas): Repetição das análises realizadas no 1º trimestre acrescidas do rastreio de diabetes gestacional (24-28 semanas).

3º trimestre (entre as 31 e 32 semanas): Repetição das análises realizadas no 2º trimestre; realização de um esfregaço vaginal, rastreando especificamente a presença de Streptococus do grupo B, que é importante excluir na altura do parto.

Fonte: Gravidez & Parto - 2009

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O Serviço de Informação sobre Medicamentos e Gravidez (SIMEG) tem uma linha verde gratuita (800 202 844), através da qual pode questionar os técnicos sobre a utilização de fármacos e meios de diagnóstico durante a gravidez e o período de aleitamento.

Pode também expor as suas dúvidas aos especialistas por e-mail (simeg@chc.min.saude.pt). O SIMEG funciona entre as 9 e as 13:30 horas e entre as 14:30 e as 18 horas.

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